Com 20 anos de carreira e cinco álbuns editados, Joana Machado continua a expandir o seu léxico musical.
Tendo o jazz como ponto de partida, é nas influências da música negra norte-americana — da soul e do R&B à eletrónica — que encontra novos desafios e possibilidades sonoras.
A par do projeto “Elas e o Jazz” (com Marta Hugon e Mariana Norton) Joana Machado regressa agora aos discos em nome próprio, 10 anos depois, com o tema “Distance”, avanço para o álbum previsto para o final do ano.
O tema, com música e letra da própria Joana Machado, conta com a participação de Chico Santos (bateria), Lana Gasparøtti (teclados) e Rodrigo Correia (guitarras e baixo e coprodutor do disco).
Ao Posto de Escuta, Joana Machado explica que “Distance” “é uma canção de amor, que talvez se caracterize por ser uma canção soul, mas também com influências da música eletrónica, que remete também aos anos 80, por causa do excesso de reverb na voz e de algum misticismo de um som transformado, a lembrar, quiçá, a Kate Bush, que é uma grande referência para mim, uma cantora soprano da música pop, difíceis de encontrar, e é uma canção onde eu canto e toco piano”.
Fala de um amor que não é possível de viver, porque é ilícito, é uma história, como todos os escritores, que é baseada na vida real, mas claro que bastante ficcionada.
João Pedro Bandeira