Os Estados Unidos deportaram o ano passado 14 portugueses para os Açores, mas há centenas que estão a regressar voluntariamente.
Em entrevista ao programa Decisão Nacional, da RTP Internacional, o Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades revela que o arquipélago recebeu 32 deportados, o ano passado – 18 do Canadá mais 14 dos Estados Unidos.
Paulo Estevão considera que o número está muito abaixo do previsto há um ano pelo Governo Regional quando criou um plano de contingência na sequência da eleição de Donald Trump.
Para além dos que são expulsos, há portugueses que estão a regressar aos Açores vindos dos EUA de forma voluntária.
Sem números concretos, Paulo Estevão recorre às inscrições escolares para fazer esse cálculo.
O governante revela que o ano passado foram inscritos nas escolas açorianas quase 350 crianças com nacionalidade norte-americana e canadiana.
Há outras ainda que escapam às estatísticas, porque têm nacionalidade portuguesa.
O secretário açoriano para as comunidades sobre os regressos voluntários aos Açores da América do norte – pessoas que não têm a situação legal regularizada e que antecipam uma eventual ordem de expulsão.
Paulo Estevão lembra que os Açores têm falta de mão de obra e por isso, diz, quem regressar é bem vindo.
Entrevistado pela jornalista Rosário Lira na RTP Internacional, afirma que que tem a garantia do governo de Lisboa que o anunciado programa Voltar vai passar a incluir os regressos aos Açores, ao contrário do que acontece atualmente com os apoios fiscais do programa Regressar.
Paulo Estevão afirma estar à espera do programa Voltar, anunciado pelo governo, mas sem qualquer novidade conhecida até agora.