Ainda não baixaram os braços, mas portugueses em Los Angeles e no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, não conseguiram votar na primeira volta das eleições presidenciais.
Queriam, mas teriam de fazer mais de mil quilómetros numa viagem de ida e volta, até São Francisco, para votarem no consulado de Portugal.
Uma viagem longa, com muitos custos.
Por isso, conta Nelson Abreu, os portugueses naquela região desistiram de votar a 18 de janeiro.
Ainda procuram alternativas para a segunda volta das eleições.
Começamos por ouvir as razões de Nelson Abreu, engenheiro eletrotécnico em Los Angeles, ligado a um partido político em Portugal – queria ter votado, mas não o fez.
A distância foi o grande obstáculo.
Vive e trabalha em Los Angeles, onde é engenheiro eletrotécnico numa das maiores companhias elétricas dos EUA.
Conta na RDP Internacional que portugueses em Los Angeles e no sul da Califórnia ainda estudam alternativas para se deslocarem ao consulado em São Francisco, para votarem na segunda volta das presidenciais.
A viagem pode ser feita de avião ou então alugam uma carrinha para um grupo de votantes – seja como for, a despesa pode chegar aos mil dólares por pessoa.
A 18 de janeiro votaram 125 portugueses no consulado de São Francisco, mas são perto de 6 mil e 500 os recenseados nesta área consular, de grande dimensão – abrange 13 estados norte-americanos.
Amanhã, depois e depois, ou seja, 3ª, 4ª e 5ª feira são os dias para o voto antecipado.
Destina-se a eleitores recenseados em Portugal, mas temporariamente deslocados no estrangeiro, como estudantes, militares ou desportistas.
Nesses casos, basta aparecerem no consulado de Portugal da área onde se encontram para votar.
Só precisam do documento de identificação.