Chegaram à África do Sul os boletins de voto para a segunda volta das eleições presidenciais.
É um país onde o serviço internacional de correios costuma atrasar-se, mas agora até correu bem.
A novidade é apresentada na RDP Internacional por Vasco Pinto de Abreu, conselheiro das comunidades portuguesas em Joanesburgo.
A chegada atempada dos boletins de voto à África do Sul, para a segunda volta das presidenciais contrasta com a demora e os atrasos que são habituais na chegada dos boletins de voto para as legislativas.
A explicação, adianta Vasco Pinto de Abreu, está na lei eleitoral para as legislativas e na forma de distribuição dos boletins de voto
Os boletins de voto para as presidenciais seguem por avião para os consulados enquanto os boletins para o voto postal nas legislativas vão registados e para a morada dos eleitores.
Tudo seria mais fácil, se fosse alterada a leis eleitoral, diz Vasco Pinto de Abreu, fazem falta várias mudanças, mudanças há muito pedidas pelo Conselho das Comunidades Portuguesas.
Vasco Pinto de Abreu prevê que a abstenção vá aumentar na segunda volta das presidenciais na África do Sul. A participação já é mínima e pode ainda baixar.
A análise do conselheiro das comunidades portuguesas
Na primeira volta das presidenciais votaram pouco mais de mil e 300 portugueses na África do Sul, mas estão recenseados mais de 33 mil em cinco assembleias de voto – em Pretória, Joanesburgo, Durban e Cidade do Cabo.
O conselheiro das comunidades foi ouvido pela jornalista Paula Machado a quem contou que a Academia do Bacalhau de Joanesburgo vai enviar 2 mil euros para ajudar instituições em Portugal, afetadas pelo mau tempo.
Vasco Pinto de Abreu, diretor da Academia, tem acompanhado também os efeitos das tempestades em Portugal.