Os portugueses recenseados na África do Sul podem votar nos dias 17 e 18, ou seja, no próximo fim de semana, sábado e domingo.
A seguir a opinião de um português emigrado na Alemanha – considera que nada de importante para os emigrantes tem sido debatido na campanha à presidência da República.
Inclusão e crescimento económico: dois tópicos, dois exemplos que os emigrantes consideram importantes e que pouco, ou nada, têm sido debatidos na campanha presidencial em curso.
Ainda não é tarde, mas Flávio Ramos, há mais de 5 anos imigrado na Alemanha, disse à jornalista Isabel Gaspar Dias que o foco da discussão política não tem acompanhado as preocupações dos portugueses que estão longe.
Questões concretas, como a habitação ou uma política de inclusão duvidosa, que podem ser um constrangimento para os próprios portugueses que estão no estrangeiro, são questões que travam, para já, a ideia de um regresso a Portugal para Flávio Ramos.
Os portugueses que residem fora de Portugal, há muito, quase desde sempre, que se queixam que os atuais métodos de votação não são adequados à realidade vivida pelas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.
Na Alemanha não é diferente, há sempre imponderáveis em tempo de eleições.
Para Fábio não é um problema a distância ao consulado de Hamburgo para votar, demora cerca de uma hora.
Na emigração o voto presencial levanta a questão do distanciamento entre os eleitores e as mesas de voto.
Se em Portugal cada freguesia dispõe de mesas de voto, havendo uma proximidade geográfica, o mesmo não se pode dizer com os portugueses residentes no estrangeiro.
A rede consular não consegue, nem poderia, proporcionar essa mesma proximidade, obrigando, na maioria dos casos, os eleitores a percorrer centenas de quilómetros.
Na África do Sul, os portugueses recenseados podem votar nos dias 17 e 18, ou seja, no próximo fim de semana, sábado e domingo, de modo presencial.
Nas Presidenciais os eleitores portugueses no estrangeiro só podem votar presencialmente nos consulados em que estão recenseados, o que não aconteceu nas últimas eleições europeias.
Nas últimas eleições europeias o voto presencial poderia ser exercido em qualquer assembleia de voto, recorda Vasco Pinto de Abreu, conselheiro das comunidades eleito por Joanesburgo para defender a urgência de alteração da lei eleitoral, tal como está, não faz sentido, diz.
Entrevistado por Paula Machado, o conselheiro eleito pela África do Sul, dá como exemplo da área consular de Joanesburgo.