Em contra-corrente com os resultados nacionais, André Ventura voltou a ganhar as eleições entre os portugueses no estrangeiro, na segunda volta das eleições presidenciais.
Conseguiu pouco mais de 3 mil votos do que António José Seguro.
Votaram em todo o mundo 83 mil portugueses, a taxa de participação subiu até aos 4,7 por cento.
André Ventura venceu com 51,8 por cento dos votos.
António José Seguro, eleito novo presidente, teve 48,1 por cento dos votos da emigração.
Na América, Ventura teve muitos mais votos do que Seguro no Brasil Canadá e Venezuela.
Na Europa a diferença de votos foi muito mais pequena a favor de Ventura. Mas em Espanha, na Alemanha e Reino Unido, ganhou António José Seguro.
Resultados nos países da Europa com as maiores comunidades portuguesas, com a jornalista Paula Machado.
Resultados na Europa favoráveis a André Ventura mas a diferença não chega a um milhar de votos.
No resto do mundo, a Paula Machado indica como votaram os portugueses
Vitória de André Ventura no círculo da emigração, em contra corrente com os resultados nacionais, que elegeram António José Seguro por uma grande margem – foi eleito novo Presidente da República, com uma vitória histórica nos 18 distritos e nas duas regiões autónomas.
Na primeira volta das eleições presidenciais tinha duplicado o número de votantes em relação a 2021, embora a taxa de participação continue a ser mínima.
Nesta segunda volta votaram ainda mais portugueses no estrangeiro, mais 13 mil do que em janeiro.
Há votantes portugueses em 66 países, embora alguns tenham de se deslocar a territórios vizinhos para votar, por exemplo, um eleitor na Estónia vota na Finlândia.
No Canadá, há assembleias de voto em 4 cidades, mas Toronto é de longe a que tem mais eleitores.
Votaram mais este fim-de-semana, mesmo assim, foram apenas mil e 200 em 48 mil eleitores.
A cônsul de Portugal Ana Luísa Riquito tem algumas explicações, pela experiência que tem no contacto com a emigração: a dispersão territorial.
António Pereira, 64 anos, viajou 70 quilómetros para votar no consulado, foi a primeira vez que o fez em eleições presidenciais.
Diz que a distância e o rigor do inverno dificultam as deslocações. Lamenta que não haja voto por correspondência.
Para que exista a possibilidade de voto postal nas eleições presidenciais é preciso que mude a lei eleitoral.
O mesmo para o voto online, que outro português na região de Toronto defende. Aos 81 anos, José Carlos Sousa, espera que venha a acontecer.
Emigrado no Canadá há quase 60 anos, este português é natural da Nazaré
Em França, no consulado de Paris, a participação eleitoral foi histórica. Houve quem esperasse quase meia hora na fila para conseguir votar.
Foram à volta de 16 mil votantes, mas estão registados mais de 400 mil eleitores na capital francesa.
A distância até ao lugar de voto continua a ser a principal queixa.
A reportagem na Antena 1 e RDP Internacional é de Rosário Salgueiro, correspondente na capital francesa.
No Rio de Janeiro, a vitória também foi para André Ventura.
Votaram mil e 500 portugueses, mas são mais de 100 mil os recenseados nesta cidade brasileira.
Houve também quem estivesse de férias e fosse ao engano tentar votar, como registou a reportagem de Daniel Catalão.