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Imagem de Em dois terços de Espanha já choveu o dobro ou mais do que o normal
Espanha 13 fev, 2026, 10:54

Em dois terços de Espanha já choveu o dobro ou mais do que o normal

Mais chuva do que num ano inteiro em pontos de Málaga e Cádis

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Espanha 13 fev, 2026, 10:54

Em dois terços de Espanha já choveu o dobro ou mais do que o normal

Mais chuva do que num ano inteiro em pontos de Málaga e Cádis

No sul de Espanha, em Grazalema, Cádis, choveu em 22 dias mais do que toda a chuva que cai num ano. Pelo menos 38 estações da rede meteorológica Aemet bateram um recorde histórico de precipitação acumulada até agora em 2026.

“Desde 2001 que não se registava um janeiro tão chuvoso“. E a rede meteorológica Aemet já confirmou que fevereiro segue a mesma tendência.

Desde o início do ano, já choveu o dobro ou mais do que o normal em 66% das cidades de Espanha. É o que revela a análise detalhada da precipitação acumulada realizada por DatosRTVE para explicar com números o carácter excecional do comboio de tempestades que está a afetar o país.

As chuvas deste ano provocaram inundações e subidas nos caudais dos rios que obrigaram à evacuação de aldeias inteiras onde os terrenos não conseguiram absorver tanta água. Choveu três vezes mais do que o normal em quase toda a região de Cádis, em sete de cada dez aldeias de Toledo e Granada e em mais de metade das cidades de Madrid, Cuenca, Cáceres e Jaén.

Valladolid registou um início de ano duas vezes mais chuvoso do que o normal, tal como quatro em cada cinco municípios de Zamora, Leão e Barcelona e um em cada quatro de Palencia, Soria, Guadalajara, Ciudad Real e Ourense.

No outro extremo, a Cantábria, as Astúrias e o País Basco estão a ter um início de ano ligeiramente mais seco do que o habitual.

Mais chuva do que num ano inteiro em pontos de Málaga e Cádis

A localidade de Grazalema, em Cádis, situada na serra com o mesmo nome, tornou-se o paradigma do carácter extremo das chuvas que caíram nas últimas semanas. Trata-se de um dos municípios mais chuvosos da Andaluzia, mas a precipitação dos últimos dias ultrapassou os pluviómetros.

Com mais de 2.700 litros por metro quadrado acumulados desde o início do ano, Grazalema recebeu mais água em apenas 43 dias do que é normal num ano inteiro. O aquífero sobre o qual a aldeia foi construída deixou de suportar mais água há uma semana, provocando a evacuação de todos os seus habitantes devido ao risco de colapso.

Com quase 750 l/m2 até 11 de fevereiro, Ceuta também ultrapassou a precipitação acumulada normal para um ano inteiro. E, tal como Grazalema, já ultrapassou os valores de meados de fevereiro de 2010, que foi o ano mais chuvoso dos últimos três lustros (quinquénios).

Málaga e Cáceres também não foram poupadas às chuvas. A estação meteorológica de Alpandeire – referência para esta localidade malaguenha e outras próximas, como Benaoján, Júzcar, Jubrique e Pujerra – também está prestes a ultrapassar a sua precipitação anual acumulada normal, com quase 980 l/m2.

Entretanto, em grande parte da comarca de La Vera, em Cáceres, os pluviómetros já recolheram 800 litros, tanta água como a que se acumula habitualmente até meados de junho, segundo a média normal da sua estação de referência, em Garganta de la Olla.

Mais de 500 litros em 43 dias

A análise da precipitação acumulada da Aemet mostra outro dado para compreender a magnitude das chuvas: quase 400 municípios em Espanha ultrapassaram os 500 litros de precipitação acumulada desde 1 de janeiro. Isto significou um recorde histórico de precipitação para estas datas em pelo menos 38 estações da rede meteorológica da Aemet.

A pluviosidade excecional da Andaluzia pode ser observada em Víznar (Granada), Olvera e Jimena de la Frontera (Cádis) ou Gaucín e Estepona (Málaga), onde já caiu quase toda a água que se acumula num ano.

Mas as chuvas também estão a ser extraordinárias em locais onde é mais habitual chover, como a Galiza. A estação de Pontevedra recolheu mais água até agora em 2026 do que nunca. Os 660 l/m2 acumulados até 11 de fevereiro são quase 100 litros mais do que os recolhidos no início do seu ano mais chuvoso, que remonta a 1988. Além disso, este valor só é habitualmente atingido em meados de maio.

Em Ourense, a estação de Beariz é a quarta estação que recolheu mais chuva em Espanha. Está prestes a atingir os 1.000 l/m2, um valor que não se registava ali desde fevereiro de 2001 e que é também típico do final de maio.

Nos últimos dias, o foco das chuvas deslocou-se para a Extremadura. No vale de Ambroz (Cáceres), o pluviómetro de Hervás também acumulou valores recorde. Ultrapassou os 570 l/m2 nos primeiros 43 dias do ano, uma quantidade de chuva que está longe dos 272 l/m2 recolhidos no mesmo período de 2009 e que só costuma ser atingida em agosto.

Da mesma forma, Candeleda, o quinto município mais populoso de Ávila, ultrapassou os 570 l/m2, um recorde desde 2014 e equivalente ao que se mede habitualmente entre os meses de janeiro e outubro.

Mais de um mês de chuva ininterrupta

A estação das chuvas já registou 16 tempestades desde outubro passado. Só em janeiro, registaram-se dez. O Francis, que começou no final de dezembro do ano passado, trouxe um início de ano chuvoso e a Oriana, que acaba de ser batizada, provocará rajadas de vento muito fortes, mares tempestuosos, chuvas fortes e neve a baixa altitude, segundo as previsões da agência meteorológica Aemet.

Esta sobreposição de fenómenos atmosféricos fez com que, em algumas zonas de Espanha, não tenha parado de chover durante mais de um mês. É o caso de As Pontes, na Corunha, onde a chuva não deixou de cair uma única vez desde o primeiro dia do ano. Também não parou de chover noutras localidades do norte, como A Estrada (Pontevedra), onde choveu 38 dias seguidos desde a noite de reis ou Degaña (Astúrias), onde começou a chover no dia seguinte e não parou mais.

Desde o dia 13 de janeiro, os habitantes do município de Villadiego, em Burgos, e de La Rambla, em Córdova, também suportaram um mês inteiro de chuva. No entanto, em nenhuma destas localidades choveu tanto como em algumas das localidades andaluzas acima referidas, onde foram registados muitos mais litros por metro quadrado em menos dias.

Para além do carácter excecional de Grazalema, que bateu todos os recordes de precipitação em 22 dias de chuva incessante, destaca-se o caso de Escorca (Ilhas Baleares), com mais de 250 l/m2 acumulados em apenas oito dias, entre 17 e 24 de janeiro. Este valor é quase igual ao recolhido em La Covatilla (Salamanca) em 12 dias consecutivos de chuva, de 25 de janeiro a 5 de fevereiro.

Das mais de 900 estações da rede meteorológica da Aemet, mais de 500 registam pelo menos uma semana consecutiva de precipitação. Há uma centena de estações que registam intervalos ininterruptos de chuva entre 22 e 23 dias. No entanto, o mais normal e visível numa em cada cinco das estações foi uma série de 11 dias consecutivos de chuva.

Jaime Gutiérrez / 13 feveireiro 2026 05:00 GMT

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa – RTP

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