Quatro dias depois das eleições, os resultados oficiais ainda não estão fechados.
A Comissão Nacional de Eleições acredita que deve estar para breve.
No entanto já se sabe que as presidenciais de domingo passado não ficaram resolvidas.
António José Seguro venceu mas não chegou para ser eleito, vai à segunda volta com André Ventura, no dia 8 de fevereiro.
A contagem não está fechada porque falta apurar os votos em quatro consulados portugueses – Berlim, na Alemanha, Riade, na Arábia Saudita, e Abidjan, na Costa do Marfim são três deles.
Porque é que há atraso na contagem dos votos?
A embaixada de Portugal na Alemanha esclareceu ontem que os boletins de voto da mesa eleitoral em Berlim encontram-se fechados e selados enquanto se espera a chegada dos boletins de voto de outra embaixada, com menos de 100 eleitores – nestes casos a contagem não pode ser feita localmente, para garantir a confidencialidade do voto.
Ninguém é excluído dos cadernos eleitorais por não votar, esclarece a CNE, tal como o consulado de Macau, depois de terem sido postas a circular informações de que quem não votasse duas vezes seguidas seria excluído dos cadernos eleitorais.
No entanto, esclarece ainda o consulado de Macau, a lei estabelece que, no caso do voto por correspondência, quando o envelope com o boletim, é devolvido duas vezes seguidas, a administração eleitoral suspende o envio de novos boletins de voto até que o eleitor informe da nova morada.
Os portugueses recenseados na Eslovénia têm de se deslocar à embaixada de Portugal em Viena de Áustria, para votarem.
Não é o caso de estudantes que ficam apenas por algum tempo no país e por isso mantêm o recenseamento em Portugal.
Podem votar antecipadamente.
Ora, a seleção portuguesa de Futsal chega hoje a Liubliana na Eslovénia e tem apoio garantido.
A partir de sábado vai começar a defender o estatuto de bicampeã da Europa.
É o regresso de Portugal a uma cidade talismã, porque foi precisamente na capital eslovena que a seleção de futsal conquistou o título europeu em 2018.
Na altura os estudantes portugueses de Erasmus fizeram claque e o apoio pode repetir-se, constatou a reportagem do enviado especial a Liubljana.