O mercado imobiliário português continua a atrair o interesse de utilizadores internacionais, sobretudo de países com forte ligação à diáspora portuguesa. De acordo com dados do Imovirtual, portal imobiliário, no primeiro trimestre de 2025, os mercados internacionais mantêm um peso relevante na procura por imóveis, em especial no segmento de arrendamento e nas faixas etárias mais jovens.
Em termos de perfil de utilizador, os dados revelam que a procura imobiliária continua a ser fortemente impulsionada por emigrantes e investidores estrangeiros. França e Brasil foram os países de origem mais representativos nas pesquisas, com uma média de 16%e 15% da procura internacional ao longo do trimestre, respetivamente. Também a Suíça (11%) e Espanha(10%) mantêm um interesse significativo, refletindo o papel ativo da comunidade portuguesa e de perfis de investimento nestes mercados.
Relativamente à faixa etária mais ativa na procura internacional foi a dos 25 aos 34 anos, representando cerca de 31% das pesquisas, seguida pelos utilizadores dos 35 aos 44 anos, com 23%. Estas tendências reforçam a ideia de que a habitação continua a ser uma prioridade para as faixas etárias economicamente mais ativas, sendo o mercado de arrendamento cada vez mais relevante para os mais jovens.
Quanto à finalidade da pesquisa por utilizadores internacionais, a compra continua a representar a maioria das visualizações (67,83%), face aos 32,12% da procura para arrendamento. Entre estes utilizadores, este padrão repete-se, com a compra a registar um peso ligeiramente superior (+2%), demonstrando o contínuo interesse do público estrangeiro em investir no mercado português.
Em termos de tipologias mais procuradas pelos estrangeiros os T2 continuam a liderar com 32,38% das visualizações, seguidos dos T3 (22,56%) e T1 (19,08%), reforçando a preferência por casas com dimensões equilibradas. Esta distribuição mantém-se praticamente inalterada quando analisada a procura nacional.
Com base nestes indicadores, o Imovirtual destaca o crescente papel do público internacional no dinamismo do mercado nacional, tanto no segmento de compra como no de arrendamento. Esta tendência reflete não apenas o interesse em investir em Portugal, mas também pode indicar o regresso de portugueses emigrados que procuram habitação no seu país de origem.
Segundo Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, “os dados mostram que a procura internacional não se limita apenas a reformados ou investidores. Uma parte significativa das visualizações vem de utilizadores em idade ativa, o que indica um interesse crescente em residir ou trabalhar em Portugal de forma estável, reforçando o país como destino de vida e não apenas de lazer ou investimento.”